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Laboratório atua na erradicação da hanseníase até 2020

O controle da hanseníase ainda é falho no Brasil, onde são registrados anualmente, cerca de 30 mil novos casos da enfermidade controlada na maior parte do planeta. A realidade nacional só é superada pela indiana, na qual são catalogadas em torno de 126 mil novas ocorrências ao ano.

O Maranhão, na porção nordestina brasileira, encabeça o ranking de casos absolutos informados ao Ministério da Saúde – 3,5 mil a cada ano. A situação em solo maranhense é muito sensível, pois dos seus 217 municípios somente 17 não relataram eventos da doença.

É nesse ambiente que o caminhão itinerante de um laboratório internacional está estacionado, desde a última sexta-feira (15/09), na Praça José Sarney, no Centro de Coroatá, uma pequena cidade na Região do Vale do Itapecuru, no centro-leste do estado.

Caravana saúde

Há oito anos percorrendo o território nacional, a Carreata da Saúde fica local até o início de outubro, realizando, gratuitamente, consultas e exames. Simultaneamente, tira dúvidas sobre métodos de prevenção e controle da hanseníase. Os atendimentos acontecem entre 8 e 17 horas, de domingo a domingo.

O caminhão é equipado com cinco consultórios e um laboratório, sendo que todos os tratamentos medicamentosos para a hanseníase também são doados pelo laboratório à Organização Mundial da Saúde (OMS). A ação é desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, tendo por apoio o CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde). Juntos, querem erradicar a doença até 2020.

A cura

A hanseníase é uma doença crônica e infectocontagiosa que atinge pele e nervos periféricos, e é comumente transmitida por pessoas doentes que não estão em tratamento. Tem cura, mas pode provocar graves incapacidades físicas se o diagnóstico demorar ou se o tratamento for inadequado. O tempo entre contágio e aparecimento dos sintomas varia de dois a cinco anos.

O contágio ocorre por via aérea. O bacilo causador da doença pode ser passado por tosse, espirro e secreção nasal, mas 90% da população tem defesa natural contra ela. O contágio, contudo, depende muito mais das condições nutricionais, higiênicas e educacionais e de educação. Logo, onde os índices sociais são insignificantes. Quanto mais baixa a imunidade, maior o risco.

A terapia para a doença é mais ou menos descomplicado. Os remédios são de ingestão oral. Logo após o diagnóstico, o paciente recebe, gratuitamente, os medicamentos, que elimina 90% dos bacilos de Hansen na primeira fase do tratamento. As doses seguintes podem se estender por seis meses a um ano. Um diagnóstico precoce evita sequelas, como incapacidades e deformidades.

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